28 de março de 2009

Review 52: Pride Of Lions - The Roaring Of Dreams


"The Roaring Of Dreams" é o terceiro álbum da banda americana Pride Of Lions, que tem Jim Peterik, ex-membro da banda Survivor (sim, a banda do tema do filme Rocky, o Lutador) como seu principal nome. Quem conhece o AOR dos anos 80, sabe muito bem o peso que esse nome tem no mundo roqueiro.

Jim, ao lado do talentoso vocalista Toby Hitchcock iniciaram as atividades da banda em 2004, e de lá pra cá apostaram no AOR forte, cheio de emoção e músicas muito bem arranjadas e bonitas, como podemos comprovar aqui.

"The Roaring Of Dreams" aperfeiçoa o trabalho da dupla, unindo o estilo Survivor de Jim à grande capacidade de interpretação de Toby, como podemos comprovar nas faixas "Astonish You", "Love's Eternal Flame" e na faixa-título, além de "Let Me Let You Go", que caberia facilmente em qualquer disco do Uriah Heep dos anos 80, tamanha a similaridade entre a voz de Toby e a de Peter Goalby, vocalista do Heep na época.

Para os fãs de AOR, "The Roaring Of Dreams" é um disco perfeito. Para quem quer conhecer, pode achar exagerado no início. Mas aqui, o que vale é a emoção, e quando o assunto é tocar o coração das pessoas, o Pride Of Lions sabe fazer isso muito bem.

Destaques: Astonish You, Love's Eternal Flame, Let Me Let You Go, Secret Of The Way.


Nota: 8

Pride Of Lions: The Roaring Of Dreams
2007 - Frontiers

1. Heaven Of Earth / 2. Book Of Life / 3. Love's Eternal Flame / 4. Language Of The Heart / 5. Let Me You Go / 6. Faithful Heart / 7. Defying Gravity / 8. Turnaraound / 9. The Roaring Of Dreams / 10. Secret Of The Way / 11. Astonish You / 12. Tall Ships


Website:
www.aprideoflions.com

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13 de março de 2009

Review 51: Magenta - Home


Home é o quarto disco de estúdio da banda britânica Magenta, pouco conhecida do público "normal", mas bastante conceituada no mundo "progger", por fazer um som muito agradável, bonito, apesar de complexo e pelos vocais de fada da cantora Christina Booth.

Pois bem, em "Home", o Magenta mostra que no neoprog também podemos ter canções mais curtas (o disco tem 15 músicas incluindo as introduções) e traz muito dinamismo e certas doses de peso, fazendo contraponto a passagens belíssimas de teclado, violino e solos chorados do guitarrista Chris Fry, tudo isso aliado à muita técnica e bom gosto.

"Home" é indicado inicialmente para fãs de progressivo, mas quem gosta de músicas bonitas também têm obrigação de dar uma chance a essa grande banda.


Destaques: The Truth, Home, The Journey, Demons e The Visionary

Nota: 8,5


Magenta: Home
2006 - Independente

1. This Life / 2. Hurt / 3. Moving On / 4. My Home Town (Far Away) / 5. Brave New Land / 6. The Journey / 7. Towers of Hope / 8. Demons / 9. Morning Sunlight / 10. Joe / 11. A Dream / 12. The Visionary / 13. Journey’s End / 14. The Travellers Lament / 15. Home

Website: www.magenta-web.co.uk

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17 de janeiro de 2009

Review 50: Jimi Jamison - Crossroads Moment

O primeiro post de 2009 começa com o disco que me fez olhar o AOR ou rock melódico com muito mais carinho. "Crossroads Moment" é o primeiro disco solo de Jimi Jamison (ex-vocalista do Survivor, que toca o tema do filme Rocky IV) em 16 anos.

Jimi mostra que mantém o mesmo feeling, melodia e amor pelo Hard Rock mostrando o que há de melhor no estilo. Com uma banda super entrosada, com destaque para o grande Jim Peterik nas guitarras, "Crossroads Moment" com certeza foi um dos melhores álbuns lançados em 2008, um disco de um cantor que busca seu futuro olhando para o passado que o consagrou.

Destaques: Battersea, Crossroads Moment, Behind The Music, 'Till The Morning Comes, When Rock Was King e That's Why I Sing.

Nota: 9,5

Jimi Jamison: Crossroads Moment
2008 - Frontiers Records

1 Battersea / 2 Can't Look Away / 3 Make Me A Believer / 4 Crossroads Moment / 5 Bittersweet / 6 Behind The Music / 7 Lost /8 Love The World Away / 9 She's Nothing To Me / 10 As Is / 11 'Til The Morning Comes / 12 That's Why I Sing / 13 Friends We Never Met / 14 When Rock as King / 15 Alive [Bonus Track]


Website: www.jimijamison.com

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16 de janeiro de 2009

Off Topic

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4 de janeiro de 2009

Off Topic: Que venha 2009...

Ok, esse post tá 15 dias atrasado. Mas que os leitores desse blog tenham um ano totalmente excelente, com muitas conquistas, vitórias e muito som bom.

Esse ano vou fazer umas mexidinhas no Músipla Múltica: deixá-lo ainda mais limpo, com posts mais curtos e mais freqüentes e com um foco maior no rock melódico e no Adult Oriented Rock, conhecido como AOR. Porém, claro, sem deixar o rock progressivo, o post-rock, o jazz e o experimental de lado.

Aguardem os próximos dias.

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27 de novembro de 2008

Review 49: Guns N' Roses - Chinese Democracy


E 2008 vai ficar marcado como o ano em que os defuntos ressucitaram, igualzinho o clipe de Thriller do Michael - agora Mikaael - Jackson. Metallica, AC/DC e até o Queen mostraram as suas novas facetas (um tanto acabadas pelo tempo e pelas drogas) fazendo a alegria dos saudosistas, mas deixando contrariado um monte de fã chato.

Porém, não tem disco mais aguardado, mais esperado, mais cobiçado do que o quase lendário "Chinese Democracy", do Guns N' Roses. E não é que o tal CD saiu mesmo? Nem eu acreditei que depois de 17 anos, milhões de dólares e dezenas de músicos e produtores, o já quase cinqüentão Axl "minhoca" Rose ia lançar a bolachinha no mercado. Pois bem, após uns dias do seu lançamento e inúmeras tentativas de baixar o disco, consegui ouví-lo com bastante calma, prestando atenção em todo e qualquer detalhe sobre o disco, até porque eu não sou tão fã de Guns assim. Enfim, vamos lá:

O disco mostra muita honestidade nas canções, não parece ser algo planejado pra vender milhões, e isso é louvável hoje em dia. A voz de Axl continua boa, com suas sobreposições, a rouquidão e a garra de sempre, tudo isso está presente. Temos também músicas muito boas como as baladas "Street Of Dreams" e "Catcher In The Rye", as nervosas "Riad and The Bedouins" e "I.R.S", a empolgante faixa-título e a interessante "Madagascar". E só.

O restante do álbum soa perdido, desencontrado, como se fossem várias colagens de épocas diferentes. "Sorry", "Scrapped" e "There Was A Time" são muito esquisitas e não tem nada do hard rock que consagrou o Guns, além das outras músicas se mostrarem um tanto fora de contexto dentro de "Chinese...". O disco não passa uniformidade, não é homogêneo, não reflete o que se passa numa sessão de gravação. Mesmo com a boa vontade do produtor Caram Constanzo em ligar todas as 14 músicas, não vemos aqui um disco de verdade, e sim uma coletênea de músicas inéditas, de várias épocas diferentes.

"Chinese Democracy" mostra ser um disco inconstante, mas que vai agradar os fãs ávidos pelo novo registro da banda, talvez muito mais pelo tempo de espera do que pela qualidade em si. Gostar ou não desse disco vai muito mais da boa vontade e da paciência de quem estiver ouvindo do que qualquer outra coisa.

Nota: 6

Guns N' Roses - Chinese Democracy
2008

1 - Chinese Democracy
2 - Shackler's Revenge
3 - Better
4 - Street Of Dreams
5 - If The World
6 - There Was A Time
7 - Catcher In The Rye
8 - Scrapped
9 - Riad N' The Bedouins
10 - Sorry
11 - I.R.S
12 - Madagascar
13 - This I Love
14 - Prostitute.

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24 de novembro de 2008

Review 48: Porcupine Tree - Signify

“Signify” é um dos discos mais obscuros do grande Porcupine Tree, e também um dos mais importantes da carreira da banda. Lançado em 1996, o álbum mostra o início da transição entre o som viajante e altamente psicodélico de “The Sky Moves Sideways” e “Up The Downstairs”, investindo no peso e nas guitarras afiadas de Steve Wilson.

Esse peso da banda, que foi intensificado ao longo dos discos seguintes, ainda contrasta com as passagens atmosféricas magistrais criadas por Richard Barbieri e Colin Edwin e a bateria precisa de Chris Maitland. As partes acústicas, onde apenas o violão e a voz também se fazem presentes, e Steve Wilson manda muito bem, como podemos conferir em “Every Home Is Wired” e “Waiting Phase One”.

Podemos destacar ainda as pesadas faixa-título, “Sever” e “Dark Matter” (com uma pegada com bastante peso principalmente no final da música), as viajantes “Intermediate Jesus”, “Light Mass Prayers” e “Waiting Phase Two” e as mais leves “Sleep Of No Dreaming” e “Idiot Prayer” (de instrumental muito intrincado e interessante), dando a “Signify” o equilíbrio necessário que pede um disco que transita facilmente entre o peso, o progressivo e o psicodélico.


Nota: 8,5


Porcupine Tree: Signify
1996 –

1 - Bornlivedie
2 - Signify
3 - Sleep Of No Dreamging
4 - Pagan
5 - Waiting Phase One
6 - Waiting Phase Two
7 - Sever
8 - Idiot Prayer
9 - Every Home Is Wired
10 - Intermediate Jesus
11 - Light Mass Prayers
12 - Dark Matter


Web: www.porcupinetree.com
My Space: www.myspace.com/porcupinetree

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Resume:

“Signify” is one of most obscures albums from Porcupine Tree, and one of the most important of the career of the band. Thrown in 1996, the album shows the beginning of the transition between sounds progressives and highly psychedelic of “The Sky Move Sideways" and "Up The Downstairs", investing in the heavy and in Steve Wilson's sharp guitars.

That weight of the band, that was intensified along the following disks, still contrasts with the magisterial atmospheric passages created by Richard Barbieri and Colin Edwin and the necessary battery from Chris Maitland. The acoustic parts, where the guitar and the voice are just made also presents, and Steve Wilson orders very well, as we can check in "Every Home Is Wired" and "Waiting Phase One".

We can still detach the heavy “Signify”, “Sever” and "Dark Matter" (with a footprint with plenty weight mainly in the end of the music), the travelers "Intermediate Jesus", "Light Mass Prayers" and "Waiting Phase Two" and lightest "Sleep Of No Dreaming" and "Idiot Prayer" (of a lot of instrumental confused and interesting), giving “Signify" the necessary balance that asks for a disk that easily between the heavy, the progressive and the psychedelic.

8,5/10

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18 de novembro de 2008

Review 47: Jon Anderson - Olias Of Sunhillow

Para mim, o Yes foi a melhor banda de rock progressivo da história. Claro que as maiores foram sem dúvida Genesis e Pink Floyd, mas “Close To The Edge”, lançado em 1972 é eleito por 10 entre 10 proggers como o melhor álbum do estilo. Muito graças à voz inconfundível, cristalina e mítica de seu cantor, Jon Anderson.

Com as atividades da banda um tanto quanto paralisadas após o disco “Relayer”, lançado em 1974, Jon resolve usar o seu talento não só como vocalista, mas como instrumentista no seu primeiro disco solo, este “Olias Of Sunhillow”, lançado em 1976.

Evidente que tudo o que Anderson usou para consagrá-lo no Yes está lá: sua voz linda, os vocais dobrados, seja com corais, seja com outros versos cantados sobrepostos nas gravações, seja nas letras profundas, quase hippies, seja no estilo progressivo na canção que abre o CD, “Ocean Song”.

Porém, nas canções seguintes a bolachinha ruma para um clima mais intimista, mais renascentista, com melodias mais suaves e folclóricas, lembrando mais ou menos outra banda bastante cultuada na época, o Renaissance. A sensação que se tem é que “Olias...” foi concebido numa fogueira em algum canto montanhoso da Inglaterra ou da Escócia, regada a muita festa e muito vinho após as batalhas medievais da época do Rei Arthur.

Destaco além da já citada “Ocean Song”, as interessantes “Dance of Ranyart / Olias (To Build the Moorglade)”, a transcedental “Qoquaq Ën Transic/Naon/Taransic Co” (que tem um pé na world music cheia de percussões e cítaras), a folk “Flight Of The Moonglade” e a tipicamente Yes “To The Runner”.

“Olias Of Sunhillow” é um registro bastante interessante de um dos maiores nomes do rock progressivo e do rock mundial, que apesar de pouco citado, possui de um talento acima de qualquer suspeita. Indicado para fãs do Renaissance, Death In June, Blackmore’s Night, Yes e etc.


Nota: 8,5


Jon Anderson: Olias Of Sunhillow
1976 – Atlantic

1 - Ocean Song
2 - Meeting (Garden of Geda) / Sound Out the Galleon
3 - Dance of Ranyart / Olias (To Build the Moorglade)
4 - Qoquaq Ën Transic/Naon/Taransic Cö
5 - Flight of the Moonglade
6 - Solid Space
7 - Moon Ra / Chords / Song of Search
8 - To the Runner

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Resume:

Yes was the best band of progressive rock of the history, in my opinion. Of course the great bands of that time were Genesis and Pink Floyd, but "Close To the Edge", from 1972 it’s chosen by 10 among 10 proggers as the best album of the style. A lot of that success is due to your singer's voice unmistakable, crystalline and mythical, Jon Anderson.

Evident that everything that Anderson used to consecrate in Yes is there: your beautiful voice, the vocal ones bent, be with corals, other sung verses, put upon in the recordings or in the deep letters, almost hippies, or still in the progressive style .

The best songs are "Ocean Song ", the interesting “Dance of Ranyart / Olias (To Build the Moorglade)", the transcendental "Qoquaq Ën Transic/Naon/Taransic Co" (that has a foot in the world music full of percussions and zithers), the folk "Flight of the Moonglade" and the typically Yes "To the Runner".

"Olias of Sunhillow" is an very good album from the great name of the progressive rock. Indicate for fans of Renaissance, Death In June, Blackmore's Night, Yes and etc.

8,5/10

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17 de novembro de 2008

Review 46: Ramos/Hugo - The Dream


Continuando com os pratos indicados para quem gosta de AOR, descobri nesse fim de semana através do Whiplash! esse disco absolutamente sensacional. O projeto formado por Josh Ramos, guitarrista da banda de Hard Rock Hardline e Hugo, vocalista do Valentine traz todos os elementos para os amantes de Journey, Foreigner, Survivor e afins.

E os que não conhecem, o que devem esperar?

Muito simples: hard rock extremamente melódico, de muito bom gosto, harmonias lindas, uma banda afiadíssima, guitarras choradas e um vocal “totalmente excelente”, cozinha precisa e teclados que complementam a beleza das canções.

Das dez canções que preenchem a bolachinha, chega a ser injusto escolher as melhores, dada a coesão do negócio, mas destaco a pegajosa “I Don’t Wanna Say Goodbye”, a viajante faixa-título, a pesada “You’re Not Alone” e a tipicamente Journey “Bring Back This Love”, onde o vocal de Hugo soa idêntico ao do grande Steve Perry e um solo de guitarra de tirar o fôlego.

“The Dream” sem dúvida é um dos melhores discos do ano e um dos melhores de AOR que já ouvi, indicado realmente para os amantes do “rock orientado para adultos”. Recomendado!


Nota: 9


Ramos/Hugo: The Dream
2008 – Frontiers Records


1 - You’re Not Alone
2 - All That I Wanted
3 - The Dream
4 - Fools Game
5 - Bring Back This Love
6 - I Don't Want To Say Goodbye
7 - When You Get Lonely
8 - In The City
9 - Tomorrow
10 - I Can Take You

My Space: www.myspace.com/ramoshugo

* Download do álbum inteiro nos comentários

Resume:

Continuing the albums for who it likes AOR, I knew on this weekend through Whiplash! this amazing CD. The project formed by Josh Ramos, Hardline’s guitarist and Hugo, Valentine’s vocalist, brings all the elements for the lovers of Journey, Foreigner, Survivor and etc.

In the ten songs contained in “The Dream”, that fill out the cracker, it gets to be unjust to choose the best ones, given your cohesion, but I detach "I Don't Wanna Say Goodbye", "You're Not Alone", “The Dream” and the typically Journey " Bring Back This Love ", where Hugo vocal's sounds identical to the great Steve Perry and a guitar soil fantastic, or be, take the deep breath!


"The Dream" it's a one of the best disks of the year and a great AOR disc, strongly indicate for the lovers of the "adult oriented rock". Recommended!



9/10

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6 de novembro de 2008

Review 45: Kip Winger - From The Moon to The Sun

Charles Frederick Kip Winger é um sujeito bastante conhecido no meio roqueiro. Baixista por muitos anos na banda de Alice Cooper, na segunda metade dos anos 80 decidiu montar a sua própria, o Winger, que lançou 4 discos de estúdio e revelou para o mundo um dos melhores guitarristas de sua geração, o ótimo Reb Beach, hoje no Whitesnake.

Conhecido por praticar um hard rock típico da época do laquê e cabelos enrolados, mas com vários traços melódicos, na sua carreira solo, Kip resolve enfiar o pé com tudo no AOR. E é o mais puro hard rock orientado para adultos que se encontra em “From The Moon To The Sun”, quarto disco solo do cara, lançado nesse segundo semestre, pela Frontiers Records.

Nesse disco, você encontra tudo o que há de mais melódico, belo e diferente no estilo. Com o turco Cerik Enoglu como seu parceiro de composições, existem muitos climas e instrumentos orientais, solos magistrais de piano e grande destaque na percursão.

O álbum é bem homogêneo e interessante, com destaque para a oriental “Nothing”, a triste “Ghosts” (com belos arranjos de piano e violino), a bela “Califórnia”, a grandiosa “In Your Eyes Another Life” e a melhor música do disco, “What We Are”.

“From The Moon to The Sun” é mais uma prova da evolução musical deste excelente artista, indicados para quem gosta de boa música, independente de rótulos.


Nota: 8


Kip Winger: From The Moon To The Sun
2008 – Frontiers Records


1 - Every Story Told
2 - Nothing
3 - Where Will You Go
4 - Pages and Pages
5 - Ghosts
6 - In Your Eyes Another Life
7 - Runaway
8 - California
9 - What We Are
10 - One Big Game
11 - Why
12 - Reason to Believe
13 - Monster (Faixa Bônus Européia)

Website: www.kipwinger.com

*Download completo do disco nos comentários, retirado do Blog Combe do Iommi® (http://comberocks.blogspot.com/2008/07/kip-winger-from-moon-to-sun-2008.html).

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